A instituição do diaconato surgiu para atender às necessidades da igreja primitiva, principalmente no que diz respeito à distribuição diária de alimentos. Os apóstolos reconheceram que a tarefa de cuidar das viúvas estava sobrecarregando-os, impedindo-lhes de se dedicar à oração e ao ensino da Palavra de Deus.
O número de discípulos estava crescendo rapidamente, e a distribuição de alimentos e assistência às viúvas (particularmente as de língua grega) estava gerando insatisfação na comunidade cristã primitiva.
Os apóstolos decidiram delegar essa função administrativa a um grupo específico de homens, que foram escolhidos para exercer o serviço de diaconato, liberando os apóstolos para suas funções principais.
Os apóstolos convocaram os discípulos e solicitaram que escolhessem sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria para assumir esta importante responsabilidade.
Os escolhidos foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles, indicando a formalização da sua função e a transmissão da autoridade espiritual.
A instituição do diaconato permitiu que os apóstolos se concentrassem na oração e no ensino da Palavra, liberando-os para cumprir as funções primárias do seu ministério apostólico.
Homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria.
Atos 6, 1-7 mostra a organização da igreja primitiva, com a instituição do diaconato para atender às necessidades materiais e sociais, permitindo que os apóstolos se dedicassem à sua missão principal de oração e ensino da Palavra de Deus. Este modelo estabeleceu um precedente fundamental para a estrutura ministerial da Igreja Cristã.

Ordenação Diaconal
22/10/2022
Catedral Metropolitana Londrina
Médico Veterinário formado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1988, mestre em Ciência Animal (UEL – 2002), professor universitário aposentado, agropecuarista, casado com a Silvana desde 1994, pai de duas filhas, Carolina e Marina. Minha Experiência com Deus foi em maio de 1994 no grupo de oração Paz na Terra da Catedral e a partir deste encontro, junto com minha esposa, começamos uma caminhada inicialmente na pastoral do curso de noivos na Paróquia Imaculada Conceição, em 1998 fui instituído Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. No ano de 2010 começamos a frequentar a Paróquia São Vicente de Paulo, quando nossa filha mais velha começou sua catequese nessa paróquia, onde eu continuei servindo como ministro.
Em 2015, durante a missa dos Santos Óleos celebrada no ginásio de esportes Moringão, na procissão de entrada estava um diácono muito amigo nosso, uma referência e uma inspiração para mim e eu falei para Deus que se fosse vontade Dele e não minha que eu fosse diácono que Ele me desse um sinal. Na hora da comunhão, no meio de tantos ministros, um diácono veio nos dar a comunhão. Fiquei com aquilo no meu coração, mas não vi como um sinal. Na quinta-feira, na celebração do lava pés, eu entrei na sacristia e estavam o diácono Cirineu e o padre Rafael Solano, então pároco da São Vicente. O padre Rafael perguntou ao diácono Cirineu o que ele achava de me chamar para fazer a escola diaconal, ser um aspirante ao diaconato? Fiquei surpreso, será que era o sinal que pedi para Deus? O padre Rafael pediu para eu discernir junto com a minha esposa e filhas, pois, se a família não permitir não podemos nos ordenar. Nessa celebração, fiquei responsável por acender as velas dos apóstolos que ficam na parede da igreja. Ao começar a acender as velas eu me deparei com aquele diácono, amigo, o diácono Harry, que eu tinha visto entrar na procissão na missa dos Santos Óleos, dei um abraço nele e contei sobre o convite, ele me abençoou e disse para eu ir em frente, aceitar o chamado. Após discernir com a minha família, aceitei o convite feito por Deus através do padre Rafael Solano e assim começou a minha caminhada na escola diaconal.
Foram 7 anos de formação que se estendeu por causa do COVID-19 e foram anos de intenso aprofundamento na fé, na doutrina da nossa igreja. Foram finais de semana de crescimento humano e espiritual, mas também foram tempos de perseverança e de discernimento.
No dia 22 de outubro de 2022, na Catedral Metropolitana de Londrina fui ordenado diácono permanente pela imposição das mãos do nosso arcebispo Dom Geremias Steinmetz, fui ordenado sob o lema “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.” (Jo 15,16) e em todos os meus cadernos de estudo tem escrito e levo comigo a seguinte frase: “Senhor, o que queres que eu faça?”.
A função do diácono é servir ao bispo e aos sacerdotes no serviço da caridade, no anúncio da Palavra, na liturgia e na celebração dos sacramentos. Nesses anos que tenho exercido o meu ministério aqui na Paróquia São Vicente de Paulo tenho vivenciado cada momento do meu servir, aprendido e me dedicado para que eu possa levar esse Jesus que tanto nos amou e nos ensinou a amar.
Diácono José Henrique Cavicchioli










“Senhor, o que queres que eu faça?”
At 9,6

Ordenação Diaconal
22/10/2022
Catedral Metropolitana Londrina
Minha Caminhada Diaconal: Um Chamado de Amor e Serviço
Minha trajetória rumo ao diaconato teve início em 2016, através de um convite inesperado e cheio de significado. Após uma celebração da Santa Missa, ainda no altar, fui chamado pelo então pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rocio, Pe. Sílvio César, a discernir essa vocação ao serviço da Igreja como diácono permanente. Foi um momento marcante, que despertou em mim uma nova consciência do chamado de Deus e uma entrega ainda mais profunda ao Seu plano.
Os anos de formação na Escola Diaconal foram repletos de desafios e graças. Finais de semana intensos de estudo, aprofundamento na doutrina, na espiritualidade e no conhecimento da Igreja marcaram minha caminhada. Foi um tempo de reavivamento da fé, de crescimento humano e espiritual. Enfrentamos também o inesperado: a pandemia da COVID-19, que interrompeu temporariamente nossa formação, prolongando o processo por sete anos até a ordenação. Mesmo com as dificuldades, essa espera se tornou também um tempo de amadurecimento e perseverança.
No dia 22 de outubro de 2022, na Catedral Metropolitana de Londrina-PR, fui ordenado diácono permanente pelas mãos do nosso arcebispo, Dom Geremias Steinmetz. Tive a alegria de receber o sacramento com o lema que me acompanha e fortalece: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Essa palavra resume tudo: foi Deus quem conduziu cada passo, mesmo quando eu não compreendia totalmente o caminho.
Hoje, exerço meu ministério na Paróquia São Vicente de Paulo, onde fui acolhido com muito carinho e respeito. Tenho a graça de apoiar pastorais, movimentos e serviços, além de presidir celebrações da Palavra, batizados, matrimônios e exéquias. Cada serviço é uma oportunidade de viver concretamente o amor de Cristo pelos irmãos, especialmente pelos mais simples e necessitados.
Nestes dois anos de ministério, colho frutos de alegria, aprendizado e entrega. Tenho vivido experiências que me transformam a cada dia e confirmam o valor do diaconato na vida da Igreja. Ser diácono é estar a serviço, com humildade e prontidão, oferecendo a vida como instrumento da graça de Deus.
Agradeço à minha família, aos irmãos de caminhada, à minha comunidade e à Igreja que me formou e confiou este ministério. Que Cristo continue sendo minha força e meu modelo de servo.
Diácono Leandro Luís Lobato







“Eu vim, ó Deus para fazer a tua vontade”
(cf. Hb 10,7B)
Com a sua contribuição, estaremos mais próximos de alcançar a meta de 1.000 cotas, totalizando R$ 254.000, que serão destinados à aquisição de ar-condicionados para o templo, as salas de catequese e o auditório.
